Não é apenas a umidade que ocasiona problemas respiratórios, para pacientes alérgicos , deve-se tomar medidas importantes para a prevenção da saúde.
Evitar tapetes, carpetes e cortinas no quarto de dormir. Dar preferência a pisos laváveis e cortinas do tipo persianas ou de material que possa ser limpo com pano úmido.
Camas e berços não devem ser colocadas lateralmente junto à parede.
Evitar mofo e umidade, principalmente no quarto de dormir.
Evitar animais de pelúcia, almofadas e estantes de livros no quarto.
Evitar travesseiros de paina ou penas. Usar os de espuma, sempre que possível revestidos em material especial, impermeáveis aos alérgenos.
Da mesma forma, utilizar no colchão uma capa de material impermeável aos ácaros e demais alérgenos e que possa ser limpa com pano úmido (tecido100% algodão, revestido em PVC e outros).
Evitar vassouras e espanadores de pó. Passar pano úmido diariamente na casa. O do uso de aspirador de pó pode espalhar os alérgenos mais finos pela parte posterior (existem filtros especiais).
Evitar talcos, perfumes e produtos com cheiros (saches). Evitar a inalação, manipulação e permanência no ambiente do paciente alérgico a tintas, solventes, produtos de limpeza e inseticidas. Existem máscaras contra pó e contra pó e odores.
Evitar banhos extremamente quentes. A temperatura ideal da água é a temperatura corporal.

Evitar animais de pelo. Animais ideais de estimação para crianças alérgicas são peixes e tartarugas. Caso seja possível evitar os animais de pelo, estes devem tomar banho pelo menos uma vez por semana e não devem de forma alguma permanecer no quarto de dormir. Deve-se lembrar que os antígenos de animais (pêlos, saliva e urina) podem permanecer na casa do paciente em altos níveis até 4 a 6 meses após a retirada do mesmo.
Evitar desinfetantes e produtos de limpeza com odor forte. Dar preferência a pastas, e sabões em pó para a limpeza de banheiro e cozinha.
Não usar inseticidas em spray nem do tipo espiral. Existem repelentes naturais.
Não fumar. O fumo deve ser proibido em todo o ambiente domiciliar, tanto para o paciente quanto para os familiares, pois a inalação da fumaça de cigarro, mesmo que passivamente, pode provocar falta de ar. Esta medida é de difícil execução em locais públicos, porém, de fácil aplicação na casa do alérgico.
Verificar periodicamente as áreas úmidas da casa como banheiro (cortinas plásticas do chuveiro, embaixo das pias, etc.), cozinha e porões para evitar o aparecimento do mofo.
As roupas de cama devem ser lavadas com água quente (55 °C) para se eliminar os ácaros.
Dar preferência a vida ao ar livre. Esportes podem e devem ser praticados.
Agentes químicos para matar os ácaros ou desnaturar as partículas alergênicas podem ser utilizados. É necessário reaplicação dos acaricidas à cada 2 meses. Acaricidas contendo ésteres de ácido benzóico, polímeros de acrilato, cafeína, metil-perimifos e nitrogênio líquido têm sido propostos para o controle ambiental. No Brasil estão disponíveis apenas o benzoato de benzila e ácido tânico a 3%.
Desumidificadores de ar ajudam a controlar a umidade relativa do ar, porém podem ressecar muito o ambiente, podendo provocar crises de tosse irritativa e consequentemente piora e/ou desencadeamento de uma crise de asma. Atualmente existem aparelhos elétricos para reduzir a umidade relativa do ar que controlam a umidade desejada e com isto não ressecam o ambiente.
Aspirador de pó comum, geralmente retira as partículas maiores do ambiente, porém os alérgenos poderão estar sendo pulverizados pela parte traseira do aparelho (as partículas alergênicas são extremamente pequenas que passam pelo filtro comum existente dentro do aparelho). Isto é particularmente importante não só para os antígenos do ácaro como os antígenos do gato doméstico, que são extremamente leves, podendo ficar em suspensão por longos períodos. Conheça os serviços de desacarização, limpeza e higienização ambiental.
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